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"The
Science Of Things" está repleto de um sentimento de
aflição e de infortúnio com temas variados (moda, fadiga,
governos sem nome, etc.), mas que não pretendem expor
nenhum ponto de vista da realidade pessoal. As guitarras
estão tão monolíticas e intensas como sempre, fazendo
um som com influências tecno e ao mesmo tempo pesado.
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Em
"40 Miles From The Sun", parece que a música foi gravada a
meia velocidade. Entretanto, apresenta um bom trabalho de
guitarra, baterias gentis, uma cascata de cordas e a letra
"there is nowhere left to hide, there is nothing left to be
done" (Não há nada mais para esconder, não há nada mais a
ser feito) dá o efeito desejado. "Letting The Cables Sleep"
é igualmente majestosa, com uma estranha interseção de piano
acústico, cordas e a voz de Rossdale se misturando ao contexto.
Músicas como "The Disease Of The Dancing Cats" e "Prizefighter"
mostram o som típico do Bush. Rossdale, aliás, desempenha
um grande papel, mas o espírito de Cobain está em todo lugar:
desde as guitarras de "Warm Machine" e "The Chemical Between
Us", até o pessimismo que preenche cada música. Isso deixa
claro que tudo seria diferente, não fosse Kurt Cobain ainda
o centro das atenções, mesmo para uma banda conceituada como
o Bush.
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