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Review: Grand Prix

avaliação:

Se o planeta terra fosse um lugar justo, essa banda tocaria na rádio a cada 5 minutos. É o tipo de banda que consegue ser pop até a medula sem virar comercial. Não tem vergonha de expor o sentimentalismo (como as bandas do chamado New Metal, que não têm um pingo de delicadeza na hora de compor uma música), não tem medo de apelar pra melodias cativantes e tem coragem pra fazer um puro rock com guitarras e sem DJs em pleno século XXI.

Soam atuais mesmo com suas harmonias vocais à la Beatles - que, diga-se de passagem, é uma das coisas que se sobressaem em suas melodias. São, na minha humilde opinião, uma das melhores bandas ainda ativas no Reino Unido, talvez até a melhor. Deixam Travis, Coldplays, Starsailors e outros imitadores do britpop no chinelo. Com toda a certeza.

Esse é o melhor disco deles. Conseguiram melhorar ainda mais depois do magnífico Bandwagonesque. Já no começo dizem por que vieram: About You e Sparky's Dream dizem tudo. Ambas são daquelas que ficam um ano na sua cabeça. A primeira é uma das musicas mais lindas dos anos 90, curtinha, com harmonias vocais marcantes e com um refrão capaz de emocionar até uma pedra. A segunda é o grande hit - no circuito alternativo, vamos deixar bem claro. A banda nunca chegou às vendagens milionárias, por mais que fizesse por merecer -, um refrão marcante e até uma guitarra meio Jimi Hendrix aparece entre este e o verso. Mellow Doubt é uma balada linda, bem melancólica, levada no violão. Don't Look Back é tão empolgante quanto as duas primeiras, com um refrão mais pesado do que o resto da musica, que é uma balada um pouco mais animada do que a anterior. Versimilitude é boa, mas está um pouco abaixo das anteriores. Neil Jung é linda, o refrão - com suas belas harmonias vocais - é um dos melhores do disco. Tears tem um teclado de gosto duvidoso, mas é uma bela musica. Arrepia qualquer um quando entram os metais e as cordas. Discolite é bem animadinha, principalmente no seu refrão. Say No é meio alternative country, com um clima bem folk, duas vozes cantando, um violãozinho e baixo e bateria bem leves. Going Places é boa, mas não empolga. Uma musica "lentinha", mas nada de mais. I'll Make You Clear é bem anos 60, principalmente no seu refrão - aquele "I'll make it clear, I love you dear" tem uma passagem de acorde natural pra acorde com sétima totalmente anos 60 - e na parte antes do solo - com uma melodia Beatles muito bem feita. Isso, de maneira alguma, compromete o resultado: uma das melhores do disco. I Gotta Know é a mais fraquinha do disco. E encerra com Hardcore/Ballad, como o nome diz, começa com um hardcore tosco (de alguns segundos) e termina com uma balada - bela e melancólica - no violão, que não ultrapassa um minuto.

Depois da audição você pensa: como esses caras nunca atingiram o estrelato? A resposta é simples: eles são uma banda autêntica, não seguem hypes, são de um selo pequeno e em momento algum estão entre aqueles estereótipos do mundinho pop, como "bons garotos", "meninos malvados", "metaleiros", "virgens". São apenas 3 compositores sinceros, talentosos e que gostam de um bom pop, sem se preocupar em que fatia do mercado estão ou quantas cópias vão vender. Por isso mesmo soam tão autênticos e cativam qualquer pessoa de mente aberta que ouvir suas músicas. Vida longa ao Teenage Fanclub!!!

Francisco Marés de Souza

>> ver também review de Eduardo Carli de Moraes