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Review: Weezer (The Green Album)

avaliação:

The Green Album, como ficou conhecido o terceiro álbum auto-intitulado do Weezer marca a volta em grande estilo da banda depois de 5 anos sem gravar. Marca também a volta às paradas de sucesso, já que o Weezer andava num certo ostracismo até ser redescoberto pelo seu público.

Pinkerton, o segundo álbum deles, passou despercebido pelo público quando de seu lançamento e teve um desempenho frustrante nas vendas. Mas aos poucos sendo redescoberto e se tornando um álbum cult, a ponto do Weezer ser mais popular em 2001, mesmo estando parado por tanto tempo, do que em 1996, ano em que foi lançado o disco anterior.

Mas o Green Album fica devendo às expectativas. Trata-se de um álbum correto, coeso, as melodias são bem trabalhadas e bem exploradas, mas ficam devendo em comparação aos discos anteriores. A sensação que fica é de que o Weezer poderia ter ido mais longe, poderia ousar mais. Nenhuma música em particular se destaca, em nenhum momento qualquer das faixas chega a ser brilhante (o que o Weezer já conseguiu várias vezes em seus dois primeiros discos), mas ao mesmo tempo tudo soa muito equilibrado, calculado, é um disco agradável de se ouvir ao longo de seus 29 minutos de duração. A sonoridade lembra muito a do primeiro disco (até a capa lembra o primeiro disco, vale lembrar), aquele "power-pop" de sempre, às vezes mais rápido, às vezes mais arrastado, mas sem a crueza e o peso que se destacaram no Pinkerton.

O disco abre promissor com "Don't Let Go", que tem uma levada bem animada e empolgante, mas faltou um refrão melhor e o solo é muito burocrático, previsível, digamos que "Don't Let Go" fica no "quase" (e talvez isso seja um resumo do que é o disco). Na seqüência, "Photograph" tem uma batida acompanhada por palmas e 'ooh ooh's', que relembra aquelas melodias inocentes dos anos 60 ao estilo Beach Boys, bem bacana. "Hash Pipe", o grande hit, é a que mais relembra o lado estranho do Weezer. O riff é bem cru, ao estilo Pinkerton, e estão de volta os falsetes que estavam presentes na maioria das músicas dos discos anteriores. "Island in the Sun" é naquele esquema "balada/refrão pesado", ou "start/stop", ou o que quiserem chamar, que sempre funciona tão bem. A excelente "Crab" traz uma das melhores melodias do disco, simples como sempre, mas dá o seu recado em pouco mais de 2 minutos. A animada "Knock-Down Drag-Out" é outra bela música, talvez um pouco previsível, mas ainda assim é um ponto alto. Na seqüênca, "Smile" é uma baladinha melosa e dispensável e "Simple Pages" é outra música correta porém um tanto previsível e o desempenho talvez um pouco contido da banda também não ajuda a música empolgar. "Glorious Day" é outra melodia bem construída e bem "amarrada". A levada de guitarra relembra o Foo Fighters (principalmente aquela quebrada na guitarra que aparece durante "Hey Johnny Park!" do disco Colour and the Shape). "O Girlfriend" é uma semi-balada que encerra o disco, não chega a empolgar ou emocionar, mas é melhor que "Smile".

E já se foi o disco, em rapidíssimos 29 minutos que deixam o ouvinte com aquela vontade de "quero mais". Mas agora que o Weezer é um sucesso de novo, espera-se que não demore 5 anos para que o próximo disco seja lançado. E para o próximo, espera-se que Rivers Cuomo e sua turma resolvam ousar um pouco mais.

Alexandre Luzardo