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Impossível
expressar em palavras o tamanho da injustiça cometida
com No Code. O quarto disco do PJ atira para várias
direções e acerta o alvo em quase todas. É um disco
inventivo, sem obviedades e repetições. E altamente
recomendável para os fãs do bom mas não velho rock n´roll
(e não só os grunges). Aqui vai um faixa-a-faixa: |
SOMETIMES: Balada lisérgica
e delicada, com belos nuances de guitarra e letra inspirada.
HAIL HAIL: Típica canção da
banda. Pesada mas não rápida, com riffs "guitarreiros"
marcando os versos.
WHO YOU ARE: Bastante experimental,
com muita percussão e toques de world music. Grande e inesperada
sacada.
SMILE: Um dos destaques do
disco. Lembra (bastante) Neil Young, com as guitarras características
do canadense e uma gaitinha esperta. Mostra que Eddie Vedder
e cia aprenderam a lição ao excursionarem com o véio.
OFF HE GOES: Linda balada de
Vedder. Lembra um pouco "Nothingman", de Vitalogy,
o disco anterior. Ótima letra.
HABIT: Rock que não acrescenta
nada de diferente, mas que mantém o bom nível.
RED MOSQUITO: Meio blues, já
foi classificada até como "valsa-rock". Aqui se
encontra numa versão pior do que a registrada no ao vivo Live
On Two Legs, mas ainda boa.
LUKIN: Pérola hardcore em homenagem
ao célebre baixista do Mudhoney. Curta (cerca de 1 minuto)
e certeira.
PRESENT TENSE: Maravilhosa,
talvez a melhor de No Code. Começa psicodélica, vira um folk
e explode eletricamente. No final, volta o psicoldelismo.
De abrir sorrisos.
MANKIND: Bem pop, mas muito
boa. Mostra de novo toques de Neil Young e á ótima pra grudar
na cabeça. Outra prova da originalidade do disco.
I´M OPEN: Essa é beeeeem Velvet
Underground, principalmente nas guitarras e nos vocais falados
de Vedder.
AROUND THE BEND: Balada que
fecha No Code em grande estilo. Suave, com destaque para o
violão e o piano contornando belas melodias. |