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O
Stone Temple Pilots sempre foi taxado como cover do
Pearl Jam. Principalmente por causa de Plush, primeira
música de sucesso da banda (do álbum
de estréia Core), cuja sonoridade e vocais
lembram muito a banda de Seattle. Porém, em
seu segundo disco, Purple, o STP mostrou uma evolução
muito grande em relação ao seu trabalho
debutante. |
O vocalista Scott
Weiland já começava a adotar um estilo próprio
em seus vocais, distanciando-se mais de ser um clone de
Eddie Vedder. O guitarrista Dean Deleo mostra bastante segurança
com riffs e solos marcantes e seu irmão, Robert Deleo,
confirma ser um excelente baixista, com arranjos perfeitos,
como em Big Empty.
Os destaques do álbum
ficam por conta de Interstate Love Song (com um riff excelente
e um refrão pegajoso), Vasoline, além da já
citada Big Empty, que possui um ótimo trabalho de
slide por parte do guitarrista Deleo. Músicas como
Silvergun Superman, Meat Plow, Army Ants, além da
balada Still Remains e da pancadona Unglued, também
merecem um enfoque especial. A parte negativa do CD está
nas inexpressivas faixas Pretty Penny e Lounge Fly. Entretanto,
elas não comprometem o ótimo trabalho da banda.
Por fim, existe uma bouns
track meio que escondida no final do álbum, que é
apenas a descrição do cd, ou seja, Twelve
Gracious Melodies (contando com ela). Pra quem não
conhece o Stone Temple Pilots, Purple é um ótimo
começo.